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Notícia publicada na edição de 12-12-2007 do Jornal Cruzeiro do Sul, editoria Economia

Economia

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TERCEIRO TRIMESTRE

PIB deve crescer entre 4% e 5,4% O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer entre 4% e 5,4% no terceiro trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado, confirmando a evolução dos investimentos e o aquecimento da demanda interna. As projeções, feitas por 17 instituições consultadas pela Agência Estado, apontam para um crescimento em torno de 5% este ano. O governo deve comemorar o resultado hoje, após a divulgação oficial do IBGE. Mas o ritmo ainda é considerado modesto pela maioria dos economistas. Em relação ao segundo trimestre, o avanço será entre 1,1% e 2,5%, segundo as estimativas. O PIB brasileiro deve ter mantido o mesmo ritmo de crescimento marginal que vem mostrando há mais de um ano. O ritmo médio trimestral de expansão entre o primeiro trimestre de 2006 e o segundo trimestre de 2007 foi de 1,1%, diz análise da Consultoria LCA, que prevê para o PIB a preços de mercado uma variação de 4,4% sobre o mesmo trimestre de 2006, o que corresponderia a um incremento de 1,1% sobre o segundo trimestre na série livre de influências sazonais. O bom desempenho da economia ao longo deste ano tem sido puxado, do lado da demanda, pelas crescentes taxas do consumo das famílias e dos investimentos, que, confirmadas as previsões, crescerão pelo quinto trimestre consecutivo. Pela ótica da oferta, o destaque nesta leitura do PIB será, segundo a compilação das projeções, a recuperação do PIB Agrícola depois de uma longa sucessão de resultados pífios. Os segmentos de serviços e indústria, por sua vez, deverão manter o bom desempenho apurado ao longo do ano. A equipe de analistas do Bradesco, que trabalha com taxas de crescimento de 4,80% sobre o terceiro trimestre de 2006, está entre os que destacam a retomada do crescimento da agropecuária puxada, principalmente, pela excelente safra de cana-de-açúcar ao longo do terceiro trimestre. A corretora Bram avalia que a retomada não se dará apenas pelo estímulo da produção de cana-de-açúcar, mas também pela expressiva recuperação dos preços dos grãos. A Corretora Concórdia, que prevê crescimento de 5,1% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, e de 1,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, destaca que, entre os componentes da demanda doméstica, o destaque no período ficará por conta dos investimentos. A Formação Bruta de Capital Fixo deverá mostrar expansão de quase 15% em relação ao mesmo período do ano passado e de 5% em relação ao trimestre anterior, diz o relatório de conjuntura da corretora. Na ponta mais otimista, o economista do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, mantém em suas planilhas taxas de expansão de 5,35% ante o terceiro trimestre de 2006. Muito deste resultado virá da indústria porque por mais que a agropecuária se recupere, indústria e serviços virão muito fortes, diz Lima Gonçalves. Ele ressalta, no entanto, que para o quarto trimestre a economia não conseguirá assegurar essa robustez. Tanto que o PIB deverá fechar o ano com um crescimento de 4,70%, diz. Isso porque, de acordo com o chefe dos economistas do Fator, no terceiro trimestre as exportações ainda conseguirão prevalecer sobre as importações, mas nos últimos três meses do ano será a vez das importações.


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