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Desafiar os limites mental e físico do homem e, no processo, descobrir mais sobre si mesmo. Eis os motivos que levam homens comuns, empresários e pais de família a deixar tudo de lado para enfrentar 9.273 quilômetros de areia, rocha, vento e um calor enlouquecedor, durante 15 dias, sem garantia de se sair inteiro do outro lado. É uma experiência sem igual, uma lição de vida, diz o piloto de motos Jean Azevedo, integrante da equipe Petrobras Lubrax que vai disputar a 30ª edição do Rali Dacar (antigo Paris-Dacar) a partir de 5 de janeiro. Quando você vence as dificuldades de uma prova como essa, tem a certeza que pode enfrentar qualquer obstáculo. Mas participar de uma competição exigente e ameaçadora como um rali que atravessa os desertos africanos não se trata de uma brincadeira ou um hobby de jovens inconseqüentes ou empresários excêntricos. Minha mãe sofre comigo desde os 14 anos, quando comecei a andar de moto, conta André Azevedo, irmão mais velho de Jean e veterano do Dacar, consciente de que os familiares são os mais sacrificados. Aos 48 anos, André participará pela 21ª vez do rali mais célebre do mundo, e pilotará o caminhão pela décima vez seguida. A equipe Petrobras Lubrax será formada por: carro: João Franciosi (piloto) e Lourival Roldan (navegador); motos: Jean Azevedo e Rodolpho Mattheis; caminhão: André Azevedo (piloto), Maykel Justo e Mira Martinec (navegadores).