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Notícia publicada na edição de 12-12-2007 do Jornal Cruzeiro do Sul, editoria Exterior

Exterior

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Papa não quer ideologia para o meio ambiente

FotoBento XVI pede política que respeite equilíbrio ecológico

DEFESA ECOLÓGICA O papa Bento XVI pediu à ‘família humana‘ que adote uma política de defesa do meio ambiente, ‘sem precipitações ideológicas‘, que respeite o equilíbrio ecológico e as necessidades dos países pobres, em mensagem que será divulgada em 1.º de janeiro de 2008. Na carta, que será lida em todas a paróquias do mundo por ocasião da jornada mundial pela paz, o chefe da Igreja católica pede que seja lembrado ‘um modelo de desenvolvimento sustentável capaz de assegurar o bem-estar de todos, através do respeito ao eqüilíbrio ecológico‘. A mensagem do Papa, tradicionalmente divulgada com antecedência, coincide com a celebração da conferência mundial sobre o clima que acontece em Bali (Indonésia) sob o patrocínio das Nações Unidas. Ele reconhece que a ‘humanidade teme pelo futuro equilíbrio ecológico‘ e sustenta que ‘seria bom que as avaliações a esse respeito se fizessem com prudência, através do diálogo entre especialistas, sem precipitações ideológicas nem conclusões apressadas‘, escreveu. ‘Se o cuidado com o meio ambiente tem seus custos, estes devem ser distribuídos com justiça, levando-se em conta o desenvolvimento dos diversos países e a solidariedade com as futuras gerações‘, completou. Para o Papa alemão é fundamental ‘sentir a Terra como nossa casa comum e adotar o caminho do diálogo em vez de decisões unilaterais. ‘Os países emergentes têm fome de energia, mas às vezes esta fome se sacia à custa dos países pobres que, por insuficiência de infra-estrutura e tecnologia, se vêm obrigados a vender os recursos energéticos que possuem‘, denuncia Bento XVI. Segundo ele, é fundamental ‘que amadureça nas consciências a convicção de que é necessário colaborar responsavelmente‘ e adverte: ‘os problemas que aparecem no horizonte são complexos e o tempo urge‘.


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