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O leilão de terceira geração da telefonia celular (3G) vai ter oito concorrentes. As maiores empresas do setor - entre elas Vivo, TIM, Claro, Oi e Brasil Telecom - confirmaram ontem presença na disputa. A surpresa ficou por conta da Nextel, que oferece serviço de comunicação por rádio. O leilão está marcado para a próxima terça-feira, na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília. Ontem, as empresas apresentaram seus lances mínimos para as licenças que pretendem disputar, mas os valores só serão reveladas no dia 18. A Anatel recolheu também os documentos de habilitação e de regularidade fiscal das concorrentes, que serão analisados nesta semana pela equipe técnica da agência para verificar se atendem às exigências do edital. Ao todo serão colocadas às venda 44 licenças, distribuídas por 11 áreas de atuação em todo o País. Se todas as licenças forem vendidas, a Anatel vai arrecadar pelo menos R$ 2,8 bilhões. A tecnologia 3G amplia a capacidade do celular, possibilitando conexão em alta velocidade à internet. Com isso, o telefone móvel ganha outras funções e passa a ser usado cada vez mais como um computador portátil. O vice-presidente da Comissão de Licitação da Anatel, Bruno de Carvalho Ramos, disse que a entrada de oito grupos na disputa é um grande sucesso. Ramos ressaltou como outro ponto positivo o fato de que não houve nenhuma ação na Justiça para tentar interromper o leilão. Também se inscreveram para participar da licitação a CTBC, operadora do Triângulo Mineiro, e a Telemig Celular. Esta última foi comprada em agosto pela Vivo e o negócio foi aprovado pela Anatel, mas depende ainda de autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Portanto, ela ainda é oficialmente uma empresa independente do grupo Vivo. Das empresas que operam no País, apenas a Sercomtel, da região de Londrina (PR), não participará do leilão. A entrada da Nextel, na avaliação de Ramos, pode levar ao acirramento da competição em áreas de maior concentração urbana, onde a empresa já opera, como a Região Metropolitana de São Paulo. Nessa área já oferecem telefonia celular TIM, Vivo e Claro, e no ano que vem a Oi começará a prestar os serviços nestes municípios. Segundo Ramos, a tendência é de que as operadoras disputem as licenças onde atualmente já oferecem a telefonia celular. As novas freqüências são consideradas fundamentais pelas empresas para aumentar a oferta de serviços e permitir que elas entrem definitivamente no mercado de banda larga sem fio. Na abertura dos lances iniciais, serão selecionadas para continuar na disputa a proposta mais alta e aquelas que representem pelo menos 70% do maior valor. A partir daí, os lances terão que ser no o mínimo 5% maiores que a melhor proposta. O repique, que é a oferta sucessiva de lances, se dá até que reste apenas uma empresa concorrendo. Ganha a licença, quem pagar o maior preço.