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Notícia publicada na edição de 12-12-2007 do Jornal Cruzeiro do Sul, editoria Polícia

Polícia

Sorocaba

Vazamento de gás em caminhão fecha rodovia

FotoA rodovia ficou fechada por três horas devido ao risco de explosão

O vazamento de gás liqüefeito de petróleo (GLP) de um caminhão que trafegava de Salto de Pirapora para Sorocaba interditou a rodovia João Leme dos Santos (SP-264) por três horas, das 16h15 às 19h15 de ontem. O acidente aconteceu no quilômetro 110, bem em frente ao futuro câmpus de Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Houve um estouro e o motorista Anaildo Rodrigues da Silva, de 46 anos, parou o caminhão GMC da Liquigás (placa KKN-1007 de São Paulo) no acostamento para verificar o problema. Pensei que tivesse sido o pneu, mas era a mangueira que vazava, explicou o motorista. O tanque do caminhão transportava naquele momento cerca de 3.500 quilos de gás. A capacidade é de 8.800 quilos, mas Anaildo já havia abastecido indústrias em Piedade e Salto de Pirapora e ia fazer a última entrega em São Roque. O caminhão saiu de manhã da empresa, que fica em Osasco. A rodovia foi interditada porque havia perigo de explosão, segundo o capitão Augusto dos Santos Galvão Júnior, do Corpo de Bombeiros, que coordenou o trabalho de contenção do gás. Um palito de fósforo ou faísca poderia ser fatal. Os bombeiros utilizaram inclusive máscaras de proteção. O gás não é tóxico, mas asfixiante, disse Galvão. Segundo ele, doze homens e seis viaturas do Corpo de Bombeiros foram empregados para atender o acidente. Ninguém se machucou e não houve dano. Alternativa à SP-264 Policiais rodoviários interditaram a SP-264 a partir do trevo com a SP-79, no sentido Sorocaba-Salto de Pirapora. A alternativa de ligação entre as duas cidades foi pegar o trecho da SP-79, em Votorantim, e a rodovia João Guimarães (acesso 104 à SP-79). Com o vazamento controlado pelos bombeiros, por volta das 19h15, a rodovia finalmente foi liberada ao tráfego nos dois sentidos. De acordo com Galvão, o conserto da mangueira ocorreu de maneira precária, mas suficiente para eliminar o risco de explosão. Outro caminhão da Liquigás viria à noite para fazer o transbordo e esvaziar o que restou no tanque. O GLP que vazou dissipou-se na atmosfera. O perigo seria bem maior se o acidente tivesse ocorrido num lugar fechado, como um galpão industrial por exemplo. O engenheiro da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de Sorocaba, Kenji Yosida, esteve no local acompanhou o trabalho dos bombeiros. Ele confirmou que o GLP dissipou-se no ar, mas existia possibilidade de explosão no local. A empresa responsável pelo transporte do gás deverá receber advertência por causa do acidente ou multa, mas isso ainda seria decidido, segundo Yosida.


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