Em abril, a área urbana teve mais um superávit. O terceiro do ano: R$ 179,9 milhões. No mesmo mês do ano passado, o resultado ficou negativo em R$ 955 milhões. O valor leva em conta o pagamento de sentenças judiciais e a Compensação Previdenciária (Comprev) entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os regimes próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios.
Tanto em 2011 quanto em 2012, em abril, houve pagamento de precatórios, o que gerou aumento da despesa com benefícios. O passivo judicial urbano de abril de 2012 foi de R$ 2,3 bilhões - quase 800% a mais que o registrado no mês anterior: R$ 253,5 milhões. No acumulado de janeiro a abril, o saldo positivo soma R$ 5,1 bilhões aumento de 116,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é resultado de uma arrecadação de R$ 81,2 bilhões e despesa de R$ 76,1 bilhões. "A soma dos resultados do ano até aqui é o melhor acumulado do ano desde 2005. Apesar do aumento real do salário-mínimo, 2012 está melhor do que 2011, que já foi um ano excepcional", explicou o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.
Rural
A arrecadação líquida rural cresceu 28,7%, em abril, na comparação com o mês anterior. Foram arrecadados R$ 560,8 milhões. Em relação a abril do ano passado, quando foram arrecadados R$ 505,8 milhões, houve aumento de 10,9%. O incremento pode ser resultado da safra agrícola, especialmente, do aumento na produção de arroz, da soja e do milho.
Já a despesa com pagamento de benefícios foi de R$ 6,1 bilhões aumento de 11,6% em relação a março deste ano. Se comparada a abril de 2011, a despesa cresceu 8,9%.
A diferença entre arrecadação e despesa gerou necessidade de financiamento para o setor rural de R$ 5,5 bilhões 8,7% mais que no mesmo mês do ano passado. O aumento da necessidade de financiamento decorre, principalmente, do reajuste do salário mínimo, concedido em janeiro deste ano já que 98,7% dos benefícios rurais estão na faixa de valor igual a um piso previdenciário.
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