O fim de semana começou com um importante compromisso a ser cumprido pelos pais e responsáveis pelas crianças menores de cinco anos: levá-las a um dos postos de vacinação espalhados pela cidade para receber as duas gotinhas que protegem contra a poliomielite. Em mais uma Campanha Nacional de Vacinação, promovida pelo Ministério da Saúde, a meta de Sorocaba foi imunizar 36.222 crianças, 95% da população alvo nesta faixa etária - entre zero e quatro anos, 11 meses e 29 dias - estimada em 38.128. Até as 15h, foram aplicadas 20.813 doses, o que significa uma cobertura de 54,59% do público alvo do município. De acordo com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Prefeitura, o balanço com o número total de doses aplicadas será divulgado amanhã. Em 2011, na primeira fase da campanha - realizada, todos os anos, no mês de junho - 37.773 crianças foram vacinadas na cidade (99,07%), mas diferentemente dos anos anteriores, a campanha em 2012, continua em todos os postos de saúde até o dia 06 de julho. Na região, o resultado parcial (até as 15h) ficou em 80.308 crianças imunizadas e em todo o todo o Estado de São Paulo, no mesmo período, 1,4 milhão receberam a dose contra a paralisia infantil, de um total de 2,99 milhões de crianças que estão na faixa etária de cobertura.
Como sempre acontece, os postos de vacinação ficaram lotados de crianças com as mais diversas reações diante da necessidade de tomar a vacina. Na Unidade Básica de Saúde do Cerrado, a equipe preparou bexigas e pirulitos para entreter os pequenos. Henrique, de três anos, foi levado ao local pela mãe, a autônoma Cristiane Grigoleto Cândido Santos da Silva, de 34 anos, e sua avó, Elizabeth Aparecida Grigoleto. Com um escudo do Capitão América em mãos, ele fez manha, recusou, mas foi convencido a engolir as gotinhas. "Elas são uma bênção", disse Elizabeth. A mãe contou que passou a semana toda convencendo o garoto de que era somente a dose oral. "Ele fica desconfiado." Porém, houve até quem insistisse para tomar a vacina. Foi o caso de Mateus, de seis anos. Ele foi levado pela mãe, a dona de casa Elen Cristina Cardoso, de 29 anos, que ficou em dúvida quanto à idade do público alvo. Ao chegar ao posto e saber que não seria vacinado, Mateus soltou um "ah, não?". Apesar da idade - e com a liberação por parte da equipe de saúde - ele acabou tomando as gotinhas. "É um benefício muito grande para a saúde" opinou a mãe.
Para alguns pais, comparecer aos postos de saúde, todos os anos, durante a campanha, já é parte da rotina. Gideane Olímpio de Oliveira, de 26 anos, foi levar os filhos René, de um ano, e Stephani, de três. Mas sua experiência com a vacinação já é longa, pois também é mãe de Erick, de oito anos. "É importante e melhor evitar. Se deixamos de vacinar pode acontecer alguma coisa de errado com eles no futuro." Já o coordenador de projetos Ângelo Michelin, de 29 anos, e a engenheira agrônoma Márcia Petter, de 31 anos, levaram a pequena Sofia, às vésperas de completar um ano, para se vacinar pela primeira vez durante uma campanha nacional. "É algo fundamental, faz parte de nossa responsabilidade como pai e mãe", comentou Ângelo.
A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até cinco anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Este se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos pode até matar, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição.
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