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01/08/2012 | POLÍTICA E PONTO

Russomano e Cachoeira

Notícia publicada na edição de 01/08/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), anunciou que será convocado para depor na CPI do Cachoeira o ex-deputado e candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno. O partido quer saber qual a ligação de Russomanno com o grupo do contraventor. Reportagem publicada ontem pelo jornal Correio Braziliense revela que, segundo relatório feito pela Polícia Federal enviado à CPI, Russomanno é citado como suposto detentor de R$ 7 milhões em uma conta no exterior operada pela organização de Cachoeira.

Bens bloqueados

A ND Comunicação, agência de publicidade da qual o candidato Russomanno (PRB) é sócio, está bloqueada judicialmente e com os bens indisponíveis. O bloqueio, pedido pela Fazenda Nacional e autorizado pela Vara da Fazenda Pública de Diadema, ocorreu em 19 de março deste ano e tem como alvo o empresário Laerte Codonho, sócio do candidato e dono da marca de refrigerantes Dolly. Russomanno, que se apresenta ao eleitorado e em programas de TV como defensor dos consumidores, usou seu mandato na Câmara para defender Codonho em audiência pública. Depois, o empresário tornou-se, além de sócio, o maior doador de campanha do ex-deputado federal na disputa ao governo paulista em 2010 e patrocinador de um de seus programas de TV.

Prós e contras

A decisão do ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de participar do julgamento do mensalão divide opiniões entre os parlamentares. De um lado, a oposição critica o ministro e defende que ele se declare impedido de ser um dos 11 juízes do processo. De outro, o PT, que não vê problema algum em Toffoli tomar parte do julgamento, apesar de ele ter sido advogado do partido e subordinado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pelo Ministério Público como ""chefe da quadrilha"" do mensalão.

Lula e Lulinha

Apesar de reclamar do inchaço no pescoço e voltar a ser incomodado pelas dores da bursite no ombro direito, o ex-presidente Lula cumpriu compromissos nos últimos dois dias a fim de ajudar os candidatos do PT nas eleições. No domingo, Lula entrou para valer na campanha a vereador do filho mais velho, Marcos Claudio Lula da Silva, candidato do PT em São Bernardo do Campo. Ao participar da inauguração do comitê Lula pediu mais que votos. "A eleição do Marcos é como se vocês estivessem me elegendo vereador. Vamos colocar o Lulinha para ver se ele faz na Câmara o que foi feito no País."

Apoio de mãe

O coordenador da campanha, Dirceu Marcos, disse que a imagem de Lula "será associada a do Marcos na mesma medida de outros candidatos". A mãe, Marisa Letícia, quer acompanhar o filho sempre que não estiver com o próprio Lula. Lulinha é filho de Marisa Letícia com o primeiro marido, morto em um latrocínio. Lula assumiu a paternidade após se casar com Marisa. Em 2008, Lulinha não pôde sair candidato por causa do grau de parentesco com o então presidente da República.

Autógrafo de Serra

Um homem que acompanhava um evento de campanha do candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, pediu que ele autografasse um exemplar do livro A Privataria Tucana. O texto narra supostos casos de desvios de recursos das privatizações de empresas estatais durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando Serra era ministro do Planejamento. O tucano já chamou o livro de ""lixo"", afirmou que as acusações são falsas e processou o autor, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. Serra virou as costas, guardou os óculos no bolso da camisa e se afastou, irritado.

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