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Aos 20 anos de idade, o estudante de engenharia Diogo de Carvalho Monn já fala e age como um profissional experiente. Faz questão de valorizar as conquistas de sua curta carreira, mas demonstra consciência do caminho que ainda precisa percorrer até atingir a meta de se tornar um empresário da construção civil.
Ele é um dos 380 jovens sorocabanos beneficiados pelo Programa de Complementação Educacional (Proe), implantado na cidade em setembro de 2007 por meio de parceria entre a Associação Comercial de Sorocaba (Acso) e o Instituto Proe.
O objetivo do programa, de acordo com a coordenadora do sistema na cidade, Juliana Modesto, é promover a integração entre a educação e a vida profissional por meio da união de entidades como associações comerciais, empresas, instituições de ensino e estudantes de níveis técnico e superior.
Diogo tem uma maneira muito objetiva de relatar a importância do Proe na sua evolução profissional. O estudante divide sua vida em dois períodos distintos: antes e depois de conhecer o Proe. ‘Eu sempre tive muito claro em minha mente o meu projeto; o que eu não sabia era como realizá-lo‘, resume.
Ao concluir o ensino médio e o curso técnico em construção civil - frequentados ao mesmo tempo, em horários diferentes -, o adolescente de 17 anos deparou-se com um dilema comum a todos os jovens: como entrar no mercado de trabalho e adquirir bagagem se as empresas exigem experiência para poder contratar?
Um caso típico
O meu caso era bem típico, conta o rapaz, demonstrando desenvoltura, na mesa de reuniões da empresa em que trabalha, a Hidráulica Boi. ‘Eu precisava ganhar dinheiro para pagar o cursinho preparativo ao vestibular de engenharia, mas estava na época de ser convocado para o serviço militar, quando fica mais difícil ainda conseguir uma oportunidade. Além disso, outra agravante: Eu tinha de trabalhar na área em que me formei para poder obter registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, relata.
Depois de algumas tentativas pouco interessantes, inclusive em outras áreas, Diogo resolveu usar a internet para procurar uma oportunidade que contemplasse todas as suas necessidades. Procurou no Google e encontrou duas opções em Sorocaba, o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) e o Proe. Se inscreveu em ambos e, para a sua surpresa, recebeu retorno do Proe no dia seguinte. Eu quase não acreditei; fui à entrevista ainda imaginando que seria perda de tempo, relembra. Mas, na verdade, esse foi o início da minha nova vida.
O rapaz foi contratado como estagiário da Hidráulica Boi, empresa que atua nos ramos de construção civil - especializada em instalações hidráulicas - e metalurgia - produção de calhas e complementos. Inicialmente, atuou na área de engenharia, como desenhista técnico. Também surgiram oportunidades de transferências para a administração e outras áreas e eu aproveitei cada uma delas. Em abril deste ano, concluído o contrato de dois anos como estagiário, Diogo foi efetivado na função de encarregado operacional - um curinga, como ele próprio se descreve.
Minha história só chegou a esse ponto porque houve comprometimento de todas as partes. A Acso percebeu a necessidade de trazer o Proe, a Etec Fernando Prestes e a loja aderiram ao programa e as pessoas responsáveis pelo meu treinamento na empresa levaram suas funções a sério, explica.
De estagiário a instrutor
Agora, trabalhando durante o dia e frequentando à noite o segundo ano do curso de engenharia civil da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), Diogo tem entre suas obrigações o treinamento de Jefferson Pereira, de 17 anos, o novo estagiário da empresa, também contratado pelo Proe. Tenho certeza de que ele saberá aproveitar a oportunidade e logo também estará recebendo um substituto para treinar, prevê o encarregado operacional.
Projetos de vida
Juliana Modesto conta que o caso de Diogo é um dos muitos exemplos de projetos de vida bem sucedidos que vem acompanhando como coordenadora do Proe em Sorocaba. É muito gratificante desempenhar essa função e ver que o esforço da Associação para trazer esse programa para a cidade está garantindo um futuro melhor para muitos jovens, diz, emocionada.
De acordo com Juliana, o Proe já recebeu 3.654 cadastros de estudantes desde setembro de 2007, quando a Acso firmou a parceria com o Instituto. Ela contabiliza, ainda, 89 instituições de ensino e 150 empresas conveniadas. A coordenadora adianta que para que os estudantes possam se inscrever no programa é preciso que suas escolas sejam conveniadas.
Mais informações sobre o Proe podem ser obtidas pelo telefone (15) 3331-1003 e no site www.proe.org.br
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