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O governo do Estado de São Paulo e o Conselho Estadual de Educação (CEE) decidiram que o programa de inclusão da Universidade de São Paulo (USP), que previa avaliação seriada de alunos de escolas públicas, funcionará apenas em caráter experimental neste ano. A idéia, lançada pela instituição em abril, era a de realizar exames ao fim de cada ano do ensino médio que contariam pontos para o vestibular da Fuvest. Discordâncias entre o governo paulista e a reitoria da USP acabaram limitando o programa.
A avaliação começaria em 2008 no 3º ano do ensino médio; seria estendida em 2009 para o 2º ano e em 2010 para o 1º, quando as três séries passariam a participar do programa. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, pretendia usar o Saresp no projeto. A prova, feita pela Secretaria, já avalia alunos do 3º ano há anos. A reitora da USP, Suely Vilela, teria discordado e insistido que a Fuvest elaborasse um novo exame. Por causa disso, o governo não teria dado apoio total ao programa.
Um parecer do CEE também determinou que a avaliação seriada ocorresse somente neste ano. O documento diz que "o processo teve uma tramitação apressada e tumultuada" e que, só depois de analisados os resultados, será decidido se ele continuará em 2009. A USP confirmou, em nota, que a avaliação será feita em etapas.(AE)
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