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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrasou sua agenda de 4ª feira (15) no Rio dedicando mais de duas horas para abraçar e pendurar medalhas no peito de 300 estudantes premiados na quinta edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas em 2008. Diante da participação de 18 milhões de estudantes em todo o País, um milhão a mais do que em 2007, Lula afirmou que o número prova que a escola pública no Brasil só precisa de incentivos para produzir talentos. Lula disse aos jovens que eles não devem desistir da escola, mesmo quando as condições em sala e na família não são ideais.
"A vida nos dá poucas oportunidades. É importante agarrar cada uma com unhas e dentes", disse. "A gente só vai perceber o quanto é imbecil quando chega à idade do pai de vocês e descobre que não estudou", disse Lula, contando aos alunos ter passado menos anos na escola do que eles e atribuindo sua trajetória ao curso profissionalizante que fez no Senai. Ele se emocionou ao ver entre os premiados um homem de 38 anos que voltou à escola adulto.
Depois de ouvir do ministro da Educação, Fernando Haddad, que também mereceria uma medalha por ter conseguido elevar para 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) o gasto público com educação em 2007, Lula disse que tenta aumentar o investimento nas escolas para que o país passe a exportar tecnologia e supere contradições como a que dá a jovens ricos de escolas privadas mais chance de ingressar nas universidades federais, onde egressos das escolas públicas têm dificuldades de entrar. "Nenhuma obra será mais significativa do que cada centavo que cada governante colocar para melhorar a educação neste País", discursou. Segundo Haddad, a meta é superar 5% do PIB na educação até 2010.
Lula elogiou o empenho de professores voluntários que conseguiram despertar o interesse de tantos jovens pela matemática e disse que é preciso acabar com a ideia de que estudar é um sacrifício. Para ele, o ensino público perdeu qualidade com a universalização do acesso e por isso precisa de mais atenção. Durante a cerimônia, Lula reencontrou o cadeirante Ricardo Oliveira da Silva, de 20 anos. Ele entrou para a escola, no interior do Ceará, com 17 anos, e recebeu ontem sua terceira medalha na competição na melhor posição: 6º lugar. "Não pode haver melhor exemplo do que o do Ricardo. Daqui a pouco vai ser convidado para fazer novela. E o título poderia ser: 'O Gênio'", disse Lula, caprichando nos elogios para motivar os estudantes.
Cesar Magalhães não se acha um gênio, embora tenha sido o primeiro colocado da competição. "Procuro ter interesse na aula e questionar tudo para ver as coisas de outras formas", ensinou o menino que, aos 15 anos, cursa o último ano da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar) em Barbacena (MG) enquanto mira no curso de engenharia do Instituto Tecnológico da Aeronáutica.
Boa parte dos premiados vinha de escolas militares ou técnicas federais, mas também havia exemplos emblemáticos de escolas municipais e estaduais. Gerson Tavares de Souza, de 20 anos, foi saudado pelo presidente como o "único brasileiro" detentor de quatro medalhas da olimpíada. Ele conquistou a última no ano passado, quando estudava numa escola estadual da capital paulista. "A olimpíada foi um incentivo a mais para mim", disse o rapaz, que agora cursa engenharia mecânica na Universidade de São Paulo (USP).
"Este País não deve nada a ninguém. Em se tratando de inteligência, o Brasil compete com qualquer país do mundo", disse Lula, pedindo à imprensa que divulgasse os jovens como bons exemplos do que acredita ser a maioria da juventude brasileira em oposição aos que se envolvem em crimes. O olimpíada envolveu estudantes da 5º série do ensino fundamental ao terceiro ano do médio, divididos em três categorias.(AE)
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excelente matéria que insentiva nossos filhos a se eforçarem em seus estudos, sabendo que sempre haverá uma recompensa no final. Fiquei emocionada com o pronunciamento sincero de noso presidente Lula, que sabe muito bem o valor que tem a educação e procura não medir esfoços para ver crescer essa área que ainda é carente em nosso pais. Sem educação não existe futuro de qualidade.
Parabéns pela excelência de matéria publicada. Matéria como essa que motiva os jovens de nosso país para um salto qualitativo na educação, a única coisa que eleva uma nação. O Artigo muito bem elaborado sintetiza excelentemente o evento, com o foco no valor e incentivo a educação.
Vale ressaltar que no Brasil ainda não se dá importância devida para "super inteligências", que nos grandes países são procuradas por “olheiros” dos governos, para receber atenção especial e avanços pedagógicos, o que é quase impossível aqui. Por isso lá fora estão os “gênios” quando na verdade nascem muito mais aqui e não são achados. O primeiro colocado da competição, César Ilharco Magalhães, tinha apenas 14 anos quando disputou a OBMEP 2008, segundo ano do ensino médio, quando o universo dos premiados do ensino médio está próximo dos 20 anos. César aos 5 anos de idade, já alfabetizado nos Estados Unidos, foi identificado naquele país com “super gifted”, com um nível de QI que nasce 1 em cada 80 milhões na população. Os dados desta Olimpíada confirmam isto. Considerando o universo da competição de estudantes, pelo menos três anos mais velhos que ele, o universo total poderia ser estendido para o somatório de 4 olimpíadas, o que resultaria próximo dos 80 milhões. Quando o César tiver 20 anos, idade do atual tetracampeão da OBMEP, quantas conquistas poderá ter na sua história? Aqui no Brasil, César já foi aprovado em primeiro lugar em 42 cursos em Universidade Federal e se quer pode ser matriculado. Será que a Universidade de Harvard rejeitaria uma matricula desta?