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"Mamãe, eu vou. O Júnior vai, a Luana vai, a Giovana vai." É com euforia que a menina M.C.S., de 12 anos, conta todos os dias para a mãe sobre os preparativos para um passeio com os colegas da escola ao Sesc Interlagos, na sexta-feira. Só que ela não vai. Nem mesmo foi convidada. A garota, que tem síndrome de Down, não é incluída nos programas externos. O mesmo acontece com T.G.S.C, de 13 anos, que enxerga pouco e tem microcefalia (redução do tecido nervoso). As mães dizem que as filhas são discriminadas.
Maria do Socorro Minelvino dos Santos, de 51 anos, conta que M.C.S. não participou dos passeios realizados pela Emef Desembargador Teodomiro Dias, na Vila Sonia, zona oeste, nos últimos três anos. "Ela nunca foi convidada. Só fico sabendo pelas outras mães ou pelos amiguinhos da escola." A dona de casa Adinailde Gomes de Souza, de 37 anos, mãe de T.G.S.C., relata a mesma situação. "Fico sabendo pelos outros Isso me machuca muito porque mostra que a minha filha não faz parte do grupo."
A pedagoga Ariane Tupinambá, da Fundação Síndrome de Down, de Campinas, diz que não há qualquer empecilho para que uma criança com a síndrome participe dos passeios. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação diz que os "bilhetes via agenda raramente são respondidos" e que "em momento algum essas crianças ou qualquer outro aluno são excluídos ou tratados com indiferença". As mães afirmam que não recebem os bilhetes. (AE)
O mais feio da notícia é a escola tirando o corpo fora e colocando a culpa nas famílias.
Lamentável.
Lucio Carvalho