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A expectativa em relação ao programa de habitação, lançado recentemente pelo governo federal, Minha Casa, Minha Vida, tem aumentado as ‘especulações e procura por informações junto às construtoras e imobiliárias de Sorocaba. O programa, divulgado pela Caixa, é dirigido às famílias com renda de zero a 10 salários mínimos, mas o subsídio será liberado apenas para imóveis novos.
Para o gerente de vendas de uma tradicional imobiliária da cidade, Jair Guilherme da Silva, a iniciativa deve incrementar o segmento de construções e aquecer o mercado imobiliário. Por outro lado evidencia o déficit de casa popular de uma fatia do mercado.
Silva calcula que houve aumento de quase 30% na busca por informações sobre o programa. A situação tem sido registrada nas três unidades da empresa: no centro, zona Norte, e mesmo no Campolim. Além de famílias incluídas no déficit habitacional, Silva explicou que as construtoras têm procurado áreas para viabilizar a participação no programa. As pessoas mais interessadas pertencem à classe média baixa, com até 5 salários mínimos, observa.
Além da buscar informações na imobiliária e por meio de ligações, o corretor Antonio Carlos Martins disse ser abordado constantemente em postos de gasolina e no próprio bairro para falar sobre o plano habitacional. Mais para saber como vai funcionar, como pode comprar, salienta.
Para o corretor Adnilson Alves Moura um dos problemas é a ‘desinformação, tanto por parte da clientela quanto por imobiliárias. O fato do imóvel ser novo para conseguir o subsídio é uma outra questão. O governo quer aquecer o mercado, então quer que se construa, destaca Antonio Carlos. O corretor acredita que a procura deve ser maior nas agências e site da Caixa. Eles podem até simular a compra e saber até quanto vai pagar, destaca.
Confiança no mercado
O corretor Davi Alvarenga disse não ter percebido aumento na procura por imóveis, em função do programa. Antes o movimento era até maior. O que existem são especulações sobre o assunto, comenta. Alvarenga tem observado o aumento na procura por imóveis de alto padrão e na compra à vista, mas atribui à confiança no mercado.
As famílias que recebem até 3 salários mínimos precisam aguardar o local de inscrição a ser divulgado pela Prefeitura, ou caso já tenham um imóvel em vista, desde que seja novo, procurar a agência da Caixa.
Para o gerente Jair Guilherme existe o risco da supervalorização de áreas para as construções e a inibição das compras por conta da espera pelo programa. A corretora Filomena Alves Magalhães falou dessa demanda. Hoje não tem imóvel de R$ 50 mil a R$ 80 mil, observa. Ela trabalha numa imobiliária do Campolim, onde a procura por informações sobre o programa não tem sido significativa. A gente também espera por um treinamento da Caixa para se inteirar mais, afirma.
Mais informações podem ser obtidas no site www.minhacasaminhavida.gov.br.
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