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Desde o começo do mês, o operador de máquinas, João Ferreira, 43 anos, passa o dia preocupado com o filho Jean Henrique Gomes Ferreira, 10 anos, que gosta de empinar pipa com os amigos nas férias. A maior preocupação do trabalhador é que o garoto seja atingido por linha de cerol e que possa, de repente, usar o cortante - que é proibido por lei - na linha para disputar a queda dos brinquedos com outros garotos. Ferreira passou pelo centro ontem de manhã e descobriu uma exposição de fotos na Praça Coronel Fernando Prestes, na região central, sobre acidentes provocados pelas linhas com cerol na cidade. Assim que vi as imagens resolvi buscar o meu filho para ver também, contou Ferreira, comentando que a iniciativa é valida porque tem pessoas que precisam ser confrontadas para ter atitudes corretas e responsáveis.
A exposição intitulada Alerta Geral faz parte do Projeto Linhas que Matam-Vidas Por Um Fio, desenvolvido pela Secretaria de Segurança Comunitária (Sesco), em parceria com o Conselho de Segurança (Conseg) Norte e apoio da Vara da Infância e da Juventude. Ela continua hoje das 9h às 13h, no centro da Praça Coronel Fernando Prestes.
Segundo o representante da Vara da Infância e da Juventude, Celso Xavier, a ideia da ação é conscientizar crianças e adultos sobre o perigo do uso do cerol nas linhas das pipas.
Blitz multa
Responsáveis por três menores foram multados em R$ 1.065 ontem após blitz de combate e prevenção ao uso de cerol em Sorocaba. A ação ocorreu nos bairros Nova Sorocaba, Maria Eugênia e Vitória régia, na zona norte da cidade, onde foram apreendidos
pelos fiscais da Secretaria de Segurança Comunitária (Sesco) em conjunto com integrantes da Polícia Militar, da Guarda Municipal e do Conselho Tutelar, quatro pipas com linha cortante com menores.
Com as férias escolares, a Sesco resolveu intensificar a fiscalização para coibir o uso do cerol em Sorocaba para cumprir lei específica 8.471/08 que proibe o uso do material cortante em linhas de pipas. A multa para quem for pego usando o material e para os que o comercializam ou o produzem, inclusive para os responsáveis pelos usuários, é R$1.065. Na reincidência o valor da multa dobra, subindo para R$ 2.130.
Excelente matéria, se toda cidade tivesse um jornal consciente como este, diminuiria bastante os riscos.
Robson Moraes
www.cerol.com.br