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MAIS CRUZEIRO - [ 06/12 ]

Trabalho de sorocabano é destacado no Programa do Jô

José Antônio Rosa - Redação Cruzeiro do Sul
Notícia publicada na edição de 06/12/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 1 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
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  • Adival B. Pinto Francisco José faz cópias dos mapas à mão

Na abertura de seu programa transmitido na última quinta-feira, o apresentador Jô Soares apareceu em meio a várias reproduções de mapas. Destacou a precisão e beleza dos trabalhos, feitos à mão, com nanquim, giz de cera e pastel. Em seguida, lembrou que os desenhos foram produzidos por “José Francisco”, informando o contato telefônico do autor. Como o número tinha o prefixo 015, perguntou de onde era e ouviu, em resposta, “de Sorocaba”. Foi o que bastou para que, a partir daquele momento, o professor de História e desenhista, Francisco José (e não José Francisco), recebesse inúmeras ligações e tivesse a caixa postal de seu endereço eletrônico praticamente lotada com mensagens.

Sorocabano de nascimento, Francisco conversou, no dia seguinte ao do anúncio em rede nacional, com o Mais Cruzeiro. Bem humorado, contou que só não foi entrevistado pelo “Programa do Jô”, porque a agenda de convidados já estava definida. “A produção me contou que eu perdi o lugar para a Cláudia Raia, que estreou um espetáculo em São Paulo. Eu também teria preferido falar com ela”, comentou. Francisco não é artista plástico; reproduz mapas. Só que, mesmo com os recursos que poderia utilizar (programas de computador, por exemplo), faz as cópias à mão. Artesanalmente. Cada trabalho leva, em média, 300 horas para ficar pronto.

Apaixonado por história, Francisco tem uma trajetória interessante, marcada por passagens inusitadas. Foi projetista, administrador, morou em várias regiões do país, conheceu até o garimpo de Serra Pelada. Costumava ouvir de seu pai, um militar, que o difícil era servir ao Exército, no “quartel de Itu”. Quis provar a si mesmo que seria capaz de passar pela mesma prova de fogo. Alistou-se, mas foi dispensado por “excesso de contingente”. Frustrado, reclamou, armou confusão e por pouco não acabou preso por desacato. Francisco é, ainda, apaixonado por espeleologia. Já explorou cavernas pouco conhecidas do Parque Estadual do Alto Ribeira (Petar), em Apiaí. Por conta do trabalho, adquiriu um senso de direção acima da média. “Sei me guiar pelo sol. Dificilmente me perderia”.

Mais tarde, aconselhado por um amigo, candidatou-se a uma vaga de professor de História em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Sem formação específica na área, aceitou ser avaliado pela diretora. “Fiquei tão nervoso, que nem sei como consegui me sair bem”. Contratado, Francisco descobriu, já naquela época, que o nível de aprendizagem entre os estudantes não era exatamente dos melhores. Usava mapas para ilustrar as explicações e, em determinada ocasião, pediu ao aluno que lhe indicasse onde ficava a Grécia. “Ele me mostrou as Ilhas Malvinas”. A experiência fez com que passasse a desenhar, para conseguir um rendimento mais aproveitável nas exposições. Durante dois anos Francisco lecionou e fez com que os estudantes aprendessem mais graças aos desenhos.

Depois de sucessivas idas e vindas, retornou a Sorocaba. Retomou a prática de reproduzir mapas e, com base em pesquisas, fez uma versão atualizada do atlas. O trabalho talvez seja um dos poucos, se não o único, a considerar a atual configuração geográfica do mundo. Nele estão países que surgiram a partir de conflitos, principalmente no leste europeu, onde as repúblicas soviéticas se emanciparam. Mais do que desenhar, Francisco sabe de aspectos das regiões que retrata. Traços da cultura, idioma, moeda, principais pontos. Cinco dos trabalhos ficaram à mostra no bazar da Pró-Ex, no Ipanema Clube. Foram as cópias desses desenhos que ele encaminhou à produção do Programa do Jô. Quem quiser conhecer o trabalho do desenhista pode acessar o site www.mapasartisticos.blogspot.com.

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Comentários

  • Demis Alexander Monteiro [ 15/12/2009 ]

    Francisco, parabéns pela sua arte e dedicação. Tive a oportunidade de ver seus mapas e são realmente impressionantes, riquíssimo em detalhes, sem falar da perfeição.

    Um grande abraço e sucesso.

    Demão

  • helton de bernardi pizol [ 07/12/2009 ]

    tive a oportunidade de ver no Jô Soares a apresentaçao dos mapas, fiquei muito contente de ser um sorocabano produzindo uma obra tão bela de arte, parabéns pelo trabalho, prosperidade e feliz natal!

  • Raquel Labarca [ 06/12/2009 ]

    Já vi seus trabalhos de perto.São impressionantes.

    Parabéns !

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