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Todo dia se produz uma novidade. Várias estapafúrdias. A mais recente dá conta da disposição do presidente do PMDB, Michel Temer, de intervir no diretório paulista caso Orestes Quércia insista no apoio ao PSDB
Reuniões com partidos da “base” em busca de uma declaração oficial de apoio, celebrações olímpicas, romaria religiosa e até uma visita de boas-vindas ao bebê de Ivete Sangalo compõem a nova agenda da ministra Dilma Rousseff em substituição à monocultura do périplo pelas obras do PAC.
Trata-se obviamente de uma mudança tática, para humanizar a figura da ministra, desmanchar a imagem de dama de ferro que soou antipática e preencher com muita agitação e propaganda o período que separa as últimas das próximas pesquisas de opinião.
Uma investida com o objetivo de mexer nos índices de intenção de voto e fazer Dilma voltar a representar uma possibilidade de poder a ser levada a sério até o início do jogo propriamente dito, em março de 2010. Muito provavelmente a tentativa será bem-sucedida, pois nessa altura dos acontecimentos as pesquisas medem muito mais o grau de exposição dos pretendentes que a vontade do eleitorado tal como ela será manifestada na hora H.
Portanto, para fins de análise do cenário para valer, levem-se em conta os eventos recreativos, mas desconte-se quase tudo que hoje se apresenta como articulação política, sob pena de se consumir mercadoria pirata. Por exemplo, o frisson pela definição “nos próximos dias” das posições do PDT, PR, PP, PSC, PRB e outros pês cuja importância na ordem das coisas é nenhuma. A não ser para criar a impressão de que o Palácio do Planalto está empenhado em, e conseguindo, “adensar o entorno”.
“Os partidos da base estão sentindo o favoritismo da Dilma”, sustenta o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, numa demonstração de que não é hora ainda se falar a sério. Fosse como diz o líder, não se ouviriam dois ministros, um do PDT (Carlos Luppi) e outro do PMDB (Geddel Vieira Lima), dizerem com todas as letras que o compromisso da “base” é com Lula, não com a candidatura.
Todo dia se produz uma novidade. Várias estapafúrdias. A mais recente dá conta da disposição do presidente do PMDB, Michel Temer, de intervir no diretório paulista caso Orestes Quércia insista no apoio ao PSDB.
O motivo seria “indisciplina partidária”. Ainda que disciplina partidária no caso não fosse uma contradição em termos, precisaria haver intervenção em mais uns dez diretórios Brasil afora. Rapidamente, diga-se. Antes que Quércia - controlador da máquina em São Paulo - considerasse a hipótese de expulsar Temer do PMDB, a partir de uma manobra do diretório regional.
CATEQUESE
A Comissão Pastoral da Terra condena a divulgação das imagens dos sem-terra derrubando o laranjal e acha natural o MST depredar a fazenda da Cutrale porque as terras, em litígio judicial, seriam públicas.
Donde as almas sob orientação da CPT são ensinadas a defender a censura e a considerar o bem público terra de ninguém.Com todo o respeito que não merece a Pastoral nesse aspecto, suas santíssimas andam com o juízo à deriva.
EIS A QUESTÃO
Vamos ao fato: as condenações de autoridades federais às ações do MST não merecem crédito. E desacreditadas ficarão até que o governo abandone a lógica da transgressão de Estado e passe a cumprir a lei, instituída há quase dez anos por medida provisória, que retira do programa de reforma agrária terras invadidas e veda benefícios oficiais a invasores.
Quando Luiz Inácio da Silva assumiu a Presidência da República, em janeiro de 2003, o Ministério da Reforma Agrária passou a considerar “autoritário” o teor da MP e por decisão unilateral, discricionária, sem propor alteração no texto ao Congresso, deixou de cumprir a lei.
Diante disso, o palavrório supostamente indignado é espuma para amenizar o constrangimento por causa das imagens da derrubada do laranjal divulgadas na televisão.
Essa lei, aliás, seria um bom tema de discussão aos pré-candidatos à sucessão de Lula. Dilma Rousseff continuará ignorando? José Serra cumprirá? Ciro Gomes revogará? E Marina Silva, o que fará?
O MAGNÍFICO
Autor de notórias declarações impróprias nas horas mais inadequadas possíveis, o ministro da Justiça, Tarso Genro, parece que brinca. O Estado não garante a segurança de uma prova que mexe com a vida de milhões de estudantes, os jovens se revoltam, as universidades desconsideram o exame como avaliação nos vestibulares, o Enem cai no descrédito, se estabelece com isso um retrocesso na já precária área da educação, e o ministro da Justiça acha bom. “Porque não apenas nós, mas toda a sociedade brasileira se tornou consciente da grande importância do Enem para a educação no Brasil”.
Por “nós” entenda-se o governo que, segundo o ministro, só percebeu do que se trata graças a dois gatunos de quinta.
MST X SOCIEDADE
A atividade do MST é parte de uma estratégia muito bem pensada.Desde a destruiçao dos laboratorios da Monsanto,o vandalismo nas exportacoes da Aracruz, as agressoes ao complexo da VALE etc,.tudo e motivo para manter o fluxo de transferencias milionarias para o movimento ou do contrario poderiam fazer pior.E para coroar o Sr Bruno Maranhao depois de comandar a depredacao do Congresso Nacional foi convidado de honra na posse do Lula.A farra vai continuar