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A proposta de aumento salarial para o primeiro escalão contrastou dramaticamente com a tentativa de diminuição da merenda servida nas escolas e com o corte da verba para varrição de ruas
Em outubro de 2008, quando a aprovação a seu governo era de 61%, ele foi apontado como um reforço importante para o governador José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais de 2010. Hoje, com o menor índice de aprovação em dois anos (registrou 28% em dezembro), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não chegaria a ser um grande trunfo nos palanques. Vaiado em lugares públicos e culpado - em parte, injustamente - pelas enchentes e pelo caos na capital durante as chuvas de janeiro, Kassab, eleitoralmente falando, é mais um problema que uma solução. A “crise de imagem” de seu governo é evidente. Na primeira noite no sambódromo paulistano, no sábado (13), preferiu não repetir o gesto ousado de 2009, quando caminhou ao lado de Serra em um trecho da avenida. Desta vez, Kassab optou por ficar no camarote, escondido do público, vendo o desfile pela TV. “Avenida é só para quem vai desfilar”, justificou.
Os alagamentos constantes que pararam São Paulo nas primeiras semanas de janeiro, provocando mortes e desabrigando centenas de famílias, podem ter sido um forte motivo, mas não são a única - e, provavelmente, nem a principal - dentre as muitas explicações para a queda de popularidade do prefeito. A rejeição a Kassab aumentou na proporção de medidas impopulares tomadas nos últimos meses. Uma delas foi a restrição ao tráfego de ônibus fretados em ruas do Centro, que provocou protestos de trabalhadores. No final do ano, foi anunciado um aumento de até 30% para o IPTU residencial e de até 40% para o não residencial. Em janeiro, outra má notícia: entrou em vigor a nova tarifa de ônibus, que saltou de R$ 2,30 (valor congelado desde 2006) para R$ 2,70, fazendo do transporte público paulistano o mais caro do país. Para compensar, a Prefeitura aumentou o período de validade do bilhete único de duas para três horas.
Mas não foi só isso. Kassab quis aumentar os salários do primeiro escalão da Prefeitura, numa tentativa de “valorizar os cargos de comando”. A vice-prefeita e os 27 secretários teriam os salários elevados em 363,6%, passando de R$ 5,5 mil para R$ 20 mil, enquanto o prefeito abriria mão do aumento e ficaria com os R$ 12 mil atuais. Mesmo fazendo algum sentido (a vice e os secretários paulistanos ganham praticamente a metade do que recebem seus colegas de Sorocaba, cujos salários de R$ 10.728,69 deverão ser reajustados ainda neste mês), a proposta contrastou dramaticamente com a tentativa de diminuição da merenda servida nas escolas e com o corte da verba para varrição de ruas, medidas em que o prefeito acabou recuando, diante da reação negativa da população. Dividida, a base governista na Câmara preferiu adiar a votação dos salários em dezembro.
Os insucessos recentes de Kassab e, em especial, as enchentes, que não são um problema exclusivo do prefeito (afinal, assim como o governo estadual, o federal também tem responsabilidade pelo que acontece em qualquer cidade do país, e poderia ter feito alguma coisa para ajudar), já começaram a ser explorados eleitoralmente como ponto fraco da dobradinha PSDB-DEM em São Paulo. É, até certo ponto, uma injustiça, pois assim como as três esferas de governo têm sua cota de responsabilidade, também outros prefeitos antes de Kassab contribuíram para manter ou agravar o problema, negligenciando investimentos em obras e soluções. Ruim para Serra, que precisa de apoio (e votos) agora, essa situação não é necessariamente ruim para Kassab, que ainda terá até 2012 para governar e tentar mostrar serviço em relação a este e a outros problemas.
Recuperar a imagem é possível, e é isso que Kassab irá perseguir a partir daqui, para chegar no último ano do mandato com chance de pleitear o governo do Estado. Mas, ao menos por enquanto, o reforço para o palanque de Serra está bem prejudicado e não tem muito a acrescentar.
O povo brasileiro precisa participar mais da vida pública dos politicos saber o que fazem,por onde andam,seus assessores principalmente pois nem sempre eles passam aos seus"chefes" o q. acontece,fora dos gabinetes,a corrupção permeia o país inteiro,certa ocasião perguntei a um sub-prefeito de SP logo após ter sido nomeado, e na primeira reunião de apresentação de algumas autoridadades da região se ele sabia o nome completo de seis ruas da região onde iria atuar,o nome da sede da sub-pref. onde iria trabalhar,(era ex-dono de agência de veiculos),não sabia nada,portanto a incompetência,os desmandos esta generalizado no país,são politicos sem qualificação,com psêudonimos,sem nivel cultural nenhum,sendo que por essas e outras até governador vai prêso no país,o povo brasileiro precisa sim participar das audiências públicas,dar notas as gestões assim como fomos avaliados nas escolas,o povo brasileiro nãpo pode viver de esmolas,favores,passando sempre o chapéu,a pedir algo,pricipalmete as crianças onde os pais ensinam,o governo atual dá tudo só não dá educação com qualidade inclusive,um país que tem presidente semi-analfabeto e não gosta de ler jornais,faz farra com dinheiro que não é dele,não temos muito a esperar salvo se rezarmos muito e pedir proteção a todos,onde rouba-se merenda de crianças, e o pior de tudo que não acontece absolutamente nada aos ladrões.
Nosso país vem de má administração pública há muitos anos,onde sempre existe a farra do dinheiro na cueca,na meia,na mala,nas ilhas do mundo todo.
O povo brasileiro, continua brigando pelos interesses diversos de suas necessidades, pois acredito que ainda que particularmente não acredite em qualquer politico deste pais, as enchentes, aumentos de tarifa de ônibus e outras propostas que levam a cidade de São Paulo a ter uma administração profissional e justa, não é resultado de uma administração boa ou ruím do Kassab.
A maior parte dos problemas que vemos lá como cá e e em todas as cidades deste pais, são oriundos de uma politica voltada para a "esmola social", tipo bolsa familia e outras benesses que o PT tem por hábito em oferecer para que nós contribuintes, paguemos.
As reclamações e provocações, são orquestradas pelos partidos interessados nas eleições.
Tarifa zéro para os ônibus, isenção de IPTU, casas para todos e outros benefícios, é tipico dos politicos irresponsáveis e corruptos, pois são nessas obras e ações que os mensalões são gerados.
Nao estou isentando o Kassab, porém você ter vereadores em Sorocaba, ganhando mais que um vereador de São Paulo e gastando mais de R$ 50 mil em telefone, isto é uma vergonha.