Jornal Cruzeiro do Sul


19/04/14 | Sorocaba SP

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| VENDA DE CARROS USADOS

"Feirão do Mangal" muda em 2 meses

 

Maira Fernandes

maira.fernandes@jcruzeiro.com.br

 

Dentro de aproximadamente 60 dias, a tradicional feira de carros e motocicletas usados que é realizada aos domingos no bairro Mangal, também conhecida como "Feirão do Mangal", passará a ocorrer em novo endereço. Mais de 30 anos após o início e permanência da atividade no mesmo local, o evento que reúne média de 400 carros e aproximadamente 200 motocicletas por domingo, será transferido para a área onde funcionava o antigo Matadouro Municipal, na região do Jardim Brasilândia.

 

Informações repassadas pela Secretaria de Governo e Relações Institucionais (Sgri) informam que a transferência será feita assim que as obras no antigo Matadouro forem finalizadas, o que deve ocorrer em aproximadamente dois meses. Além do feirão, que ocorre das 7h às 12h30 do domingo, as aulas de direção de motos também serão transferidas para o mesmo local. Apenas a feira-livre que funciona atualmente no Mangal continuará no bairro, nas ruas próximas do local onde já acontece.

 

A área onde hoje é realizado o feirão foi doada pela Prefeitura de Sorocaba para o Serviço Social da Indústria (Sesi), autorizada pela Lei nº 9.084. E onde hoje funciona o feirão e as aulas de direção de motocicletas, o Sesi construirá um complexo cultural, com novos prédios para atividades de escolas e de um teatro, com 500 lugares, além de áreas de exposição, estação cultural, música e cinema. A área tem um total de 11.498 metros quadrados e de acordo com a Secretaria de Negócios Jurídicos (SEJ), a escritura pública para a doação já foi feita.

 

A informação da data da mudança era desconhecida de Sérgio Bernúncio, do Rotary Manchester, uma das entidades responsáveis pela organização do evento, cuja renda é revertida para entidades beneficentes. No último domingo, quando questionado pela reportagem, apenas disse que sabia que a mudança seria para o local onde funcionava o antigo Matadouro.

 

O Rotary Manchester e o Rotary Vergueiro se revezam semanalmente na organização e realização do evento, iniciado em 1980, de acordo com Bernúncio.

 

 

Venda e troca

 

 

Na último domingo, a reportagem acompanhou as atividades do feirão. Entre carros e motocicletas em bom estado até os mais condenados, o que não faltou foram opções para compradores e os chamados "roleiros", que vão ao local na intenção de fazer um bom negócio; no caso, uma boa troca. Também há aqueles que vão para se distrair e conversar, já que no local há barracas vendendo comes e bebes.

 

Há cerca de 20 dias tentando vender seu carro Fiat Uno, ano 1995, o instrumentista aposentado José Carlos Melo chegou logo cedo no feirão. Participando pela primeira vez, disse ter gostado, principalmente, da possibilidade de fazer "muitos negócios" no local. Até a hora da entrevista, ele já havia recebido uma oferta de R$ 6 mil pelo carro. A intenção do aposentado que há poucos dias comprou um carro novo, era de vender seu automóvel por R$ 6.500 mil.

 

O feirão não atrai apenas sorocabanos mas também moradores de diversas cidades da região, como no caso do mecânico Márcio Stefanini. Ele saiu logo cedo de Itapetininga em direção à Sorocaba a fim de vender ou trocar seu Escort, ano 1988. Era também a primeira vez que Stefanini participava do feirão. "Eu compro o carro, arrumo e depois troco ou vendo", contou ele que comprou o carro por um preço inferior, arrumou e esperava fazer um negócio onde obtivesse lucro com a iniciativa.

 

 

O eterno Fusca

 

 

Mas se a maioria das pessoas presentes no feirão são de interessados em vender ou trocar carros e motos, há também aqueles que se empenham na busca de um modelo especial, seja por necessidade ou mesmo por valor sentimental. E não trata-se de um carro qualquer, é "o carro", que dificilmente estará em um concessionária.

 

Sabendo da dificuldade de encontrar o que queria, o aposentado Valter Luiz Massukato rodou um bom tempo atrás de um dos modelos mais populares no Brasil, o Volkswagen Fusca. O carro que já foi mais fácil de se ver nas ruas hoje tomadas por uma variedade de modelos, tornou-se peça de colecionadores e apaixonados por carros. Não por menos, a dificuldade do aposentado, que reside na região de Brigadeiro Tobias. "Vim procurar por curiosidade, nunca tinha vindo no feirão", contou ele, que tão logo se deparou com um modelo na cor laranja, observou o motor em bom estado, não hesitou em fechar negócio por R$ 3 mil; R$ 500 a menos do que pedia o vendedor. "Vou comprar pois estava precisando mesmo de um Fusca, era o carro que eu queria", comentou o mais novo proprietário do nada discreto fusca laranja.

 

 

 

 

 

Notícia publicada na edição de 24/05/12 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 003 do caderno Motor - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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