Jornal Cruzeiro do Sul


21/08/14 | Sorocaba SP

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| CRIME ORGANIZADO

Boatos de ameaça de ataques geram 'toque de recolher'

Medo se espalhou por três cidades da região
Adriane Mendes
adriane.mendes@jcruzeiro.com.br

Marcelo Andrade
marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br

Boatos de supostos ataques do crime organizado criaram ontem apreensão e desencadearam "toques de recolher" em pelo menos três cidades da região. Universidades e escolas dispensaram estudantes e até estabelecimentos comerciais fecharam as portas mais cedo. De acordo com a Polícia Civil, os boatos começaram por Araçariguama e se estenderam para São Roque, alcançando ainda Mairinque, que também teve escolas fechadas antes do horário previsto. O policiamento em São Roque e Araçariguama foi reforçado com equipes de Sorocaba. As polícias Civil e Militar, porém, negam que os boatos tenham fundamento.

De acordo com o delegado seccional de Sorocaba, André Moron, as primeiras notificações relacionadas a um suposto ataque aconteceram em Araçariguama, se estendendo rapidamente até São Roque, gerando apreensão de moradores das duas cidades. Entretanto, nada de concreto teria sido registrado pelos serviços de inteligência, mas segundo Moron, policiais civis e militares teriam ido às ruas para tranquilizar as pessoas. Ele disse ainda que para São Roque e Araçariguama foram enviadas equipes tanto de policiais civis como de militares, e que da Polícia Civil foi empregado ainda o serviço de uma unidade especializada.

Para o delegado seccional, os boatos são decorrentes dos problemas ocorridos em São Paulo, mas que também não atingem toda a capital, e muito menos o interior, mas garantiu que "a polícia está em alerta e preparada para enfrentar qualquer ataque". Informações colhidas também junto a policiais militares de Sorocaba, dão conta de que moradores de Araçariguama, São Roque, Mairinque e Alumínio ligaram durante todo o dia de ontem preocupados com os supostos ataques. Até mesmo uma denúncia anônima, que teria partido do bairro Vila Nova Sorocaba, sobre ataques em Sorocaba, chegou à central.

Em São Roque, pelo menos uma universidade, uma faculdade, assim como uma escola técnica, além de instituições das redes públicas estadual e municipal dispensaram seus alunos. Vigilante da FAC São Roque, Luís Gustavo Moraes, confirmou na noite de ontem, que a direção da escola decidiu, por volta das 20h, dispensar seus cerca de 500 alunos. "Agora (às 21h10) já não há mais alunos, professores e outros funcionários. Só está a equipe de segurança. Todos ficaram assustados com os comentários que davam conta de um suposto toque de recolher", afirmou o vigilante.

Moraes disse ainda que sua esposa, que trabalha na cidade de Araçariguama, também foi dispensada mais cedo do local onde trabalha, por volta das 17h, na região central daquela cidade, também por conta dos boatos. "Ela ligou para mim dizendo que já estava saindo, pois lá estava um alvoroço e um clima de medo e apreensão", relatou.

Em Mairinque não foi diferente. Parte do comércio fechou as portas no final da tarde e escolas também dispensaram seus alunos das aulas no período da noite. Escrivão de Polícia Civil da Delegacia de Mairinque, Marcos Falabim, confirmou as informações de que a cidade viveu uma sexta-feira atípica diante do suposto toque de recolher. "Recebemos ligações de diretores de escolas e de comerciantes nos questionando sobre o fato. Diante disso, a delegada de plantão, Fernanda Santos Ueda, determinou que esquipes fossem às ruas para apurar o fato. Mas até agora (22h) não temos uma confirmação oficial", ponderou.
Notícia publicada na edição de 10/11/12 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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