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01/10/14 | Sorocaba SP

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| JARDIM CARANDÁ

Prefeitura cadastra famílias para programa habitacional

Novo conjunto é direcionado para famílias com renda de até R$ 1,6 mil
Rosimeire Silva
rosimeire.silva@jcruzeiro.com.br

Até o segundo semestre de 2014, a Prefeitura de Sorocaba espera concluir o novo conjunto de habitação popular voltado para famílias com renda até R$ 1,6 mil. Com um total de 2.560 unidades, o Condomínio Jardim Carandá, terá um custo estimado de R$ 226,3 milhões e será financiado com recursos do Banco do Brasil, por meio do programa Minha Casa Minha Vida, e o Casa Paulista, do Governo do Estado. De acordo com o secretário unicipal de Habitação, Hélio de Godoy, as obras terão início no mês de abril, na região do Parque São Bento, Zona Norte da cidade. O prazo de execução previsto é de um ano e meio.

Para a seleção da famílias que poderão ser beneficiadas com as primeiras unidades do programa habitacional da administração municipal, na gestão do prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB), foi lançado ontem o Nossa Casa, que fará o cadastramento de todos os interessados em se habilitar. A inscrição pode ser feita no portal da Prefeitura (www.sorocaba.sp.gov.br).
 
Projetos futuros
 
Para as famílias que tenham renda total de até 10 salários mínimos (R$ 6.780), não possuam casa própria e não tenham sido beneficiados por projetos habitacionais, Godoy explicou que a Prefeitura também está cadastrando interessados em empreendimentos futuros a serem firmados em parceira com os governos federal e estadual, especialmente as que ganham entre 3 e 6 salários mínimos (entre R$ 2.044 e R$ 4.068).

A estimativa inicial do secretário é de que cerca de 40 mil famílias que ainda não possuem casa própria estão inseridas dentro da faixa de até dez salários mínimos. Deste total, a previsão é que de 12 mil e 15 mil famílias tenham rendimentos de R$ 1,6 mil e poderão ser beneficiadas nesta primeira etapa do programa. Outras 10 mil famílias devem estar na faixa de 3 a 6 salários. O restante tem renda acima desse patamar. "Nossa intenção neste governo não é atender somente as famílias em situação de risco, que foram incluídas em programas anteriores, mas também proporcionar uma chance para outras famílias de baixa renda que ainda vivem de aluguel possam a adquirir o seu imóvel próprio".

Embora o prazo de cadastramento no Nossa Casa não seja limitado, Godoy afirmou até o segundo semestre deste ano a Secretaria dever fazer uma pré-definição das famílias que poderão participar do sorteio das primeiras 2.560 unidades do programa construídas no Parque São Bento. Entre os critérios de seleção, além da renda familiar, ele disse que serão obedecidas as diretrizes já estabelecidas nos programas de financiamento, com preferência para as mulheres que são arrimo de família, pessoas com deficiência e idosos. O secretário afirmou que o Serviço Social fará visitas às famílias para fazer verificação dos dados declarados para que o grupo definido para o sorteio esteja realmente dentro do perfil previsto no programa.

A proposta da Prefeitura é para que as famílias contempladas passem por uma qualificação para que possam ter uma melhor convivência e possam até ser estimuladas a serem tornarem empreendedores. "Queremos oferecer uma moradia de melhor qualidade e também trabalhar no entorno do empreendimento, com a instalação de centros comerciais e serviços básicos de saúde e educação". Hélio Godoy afirmou que com o complemento de R$ 20 mil por unidade habitacional, a fundo perdido, pelo Casa Paulista, o valor do imóvel poderá saltar para R$ 60 mil, que é o custo financiado pelo Minha Casa, Minha Vida, para R$ 80 mil, o que contribuirá para a melhoria da qualidade do projeto a ser executado. No Condomínio Jardim Carandá, cada apartamento terá área de 47 metros quadrados e o valor das prestações, de acordo com a renda familiar, poderá variar de R$ 50 a R$ 100.
 
Outros projetos
 
Até 2015, o secretário estimou que outros 3.296 apartamentos, que também serão financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida e Casa Paulista, já estejam estejam concluídos. As unidades serão distribuídas em cinco diferentes condomínios, no valor total de R$ 314,3 milhões. De acordo com o secretário de Habitação, a intenção da Prefeitura é fazer um diagnóstico das regiões da cidade que poderão receber os novos empreendimentos, privilegiando os locais onde houver maior demanda de famílias cadastradas no programa.

Para isso, ao se inscrever no Nossa Casa, a pessoa terá que preencher os dados com a sua atual localização para que os novos empreendimentos sejam direcionados preferencialmente para essa regiões. "Com isso, nós favorecemos que as famílias permaneçam em seus bairros, reduzindo os custos com a mobilidade urbana e otimizando os serviços essenciais já disponibilizados para a comunidade", justificou. Godoy afirmou que a Prefeitura já iniciou um levantamento com cerca de 200 áreas no município que poderiam receber os projetos habitacionais, sendo que a partir do diagnóstico obtido com o cadastramento das famílias no programa habitacional será iniciado um trabalho de verificação de quais dessas áreas atenderiam melhor esse modelo.

Veja como se inscrever

Quem pode
* Famílias que não possuem casa própria, não tenham sido beneficiadas por projetos habitacionais e possuam renda entre zero e dez salários mínimos.
 
Como se cadastrar
Acesse o portal www.sorocaba.sp.gov.br e clique na imagem "Nossa Casa". Para o cadastro é preciso informar o CPF e demais informações solicitadas na ficha de inscrição. Quem não possui acesso à internet pode procurar uma das unidades da Casa do Cidadão (Itavuvu, Ipiranga, Éden e Brigadeiro Tobias), de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h.
 
Atualização
 
Quem já se cadastrou pode fazer a atualização de dados quando necessário acessando o próprio portal e informando o seu CPF.
Fonte: Prefeitura de Sorocaba

Prefeito diz que meta é chegar a 8 mil unidades

O prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) disse ontem, durante uma cerimônia para o lançamento do programa Nossa Casa, na unidade da Casa do Cidadão Ipanema, que a sua meta é chegar ao final do seu governo com a entrega de 7 a 8 mil unidades de habitação popular. Durante a campanha eleitoral, o então candidato Pannunzio havia prometido a construção de 5 mil casas populares. "Graças ao dinamismo da nossa equipe já viabilizamos, por meio de convênios, 5,8 mil unidades, mas podemos fazer mais."

A intenção da administração é que além dos apartamentos populares já contratados, sejam firmadas parcerias para a construção de mais três mil casas populares no município, voltadas para famílias com renda entre 3 e 6 salários mininos (de R$ 2 mil a R$ 4 mil). Além da construção de novos unidades, o prefeito afirmou que pretende continuar atuando no programa de regularização fundiária, que deverá atender, até o final do seu governo, cerca de oito mil famílias, de um total de 12 mil que ainda aguardam regularização.
Notícia publicada na edição de 16/03/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

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